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; & Paz: A arte de pausar para seguir em frente #2

Atualizado: 23 de jan.

Seja bem vindo ao ; & Paz a coluna do blog.


Hoje, te convidamos para uma “?" — não para responder, mas para pensar.


Recentemente, tenho ponderado bastante sobre como viver.


Falando pela maioria avassaladora da população CLT — onde nos enquadramos por aqui também — comecei a refletir sobre como as imposições sociais nos direcionam a viver nossas vidas. Na maioria das vezes, trabalhamos muito para ter o mínimo. E mesmo quando o emprego oferece condições um pouco melhores ou mais flexíveis, ainda ficamos à mercê de um sistema que nos prende de forma silenciosa e sufocante, disfarçado de rotina.


Somos ludibriados esporadicamente por objetivos, conquistas, realizações ou até mesmo “sonhos” que, muitas vezes, não passam de uma prescrição inconsciente. A cada ano, essa lógica se mistura entre o famoso “a grama do vizinho é mais verde” e o pensamento de: “quanto pior for a grama do vizinho, mais bonita será a nossa”.


Essa metáfora acompanha um modelo de viver que não é tão novo assim, mas que ganhou ainda mais força desde a pandemia. Um cotidiano em que passamos a acompanhar mais a história alheia, viver menos a nossa própria e muitas vezes, nos culpar por não termos determinado estilo de vida. O que no fim das contas, não é nada saudável.


"Nas redes, estamos observando a vida passar como através de uma janela, vendo um "céu" aberto, nos mostrando a lua em plena luz do dia, como se nos trouxesse várias possibilidades, quando na verdade não vivemos, apenas observamos"
"Nas redes, estamos observando a vida passar como através de uma janela, vendo um "céu" aberto, nos mostrando a lua em plena luz do dia, como se nos trouxesse várias possibilidades, quando na verdade não vivemos, apenas observamos"

Sem mencionar como as vivências foram se ressignificando, onde o engajamento do momento pesa mais do que tudo aquilo que poderíamos construir em forma de memória com outras pessoas.


Por fim, continuamos sempre no mesmo lugar. Curtindo, comentando, compartilhando, fotografando, filmando ou gravando áudios. Mas quase sempre atrás das telas — ou presos às rotinas e tarefas que foram atribuídas conforme a vida adulta foi chegando. Muitas vezes, sem sequer perceber como viemos parar exatamente onde estamos.


A pergunta permanece: estou vivendo por escolha ou apenas cumprindo o roteiro?


Talvez a prisão mais difícil de romper seja justamente aquela que se disfarça de normalidade: boletos pagos, metas alcançadas, agenda cheia. Ainda assim, existe uma fresta. O instante em que paramos, respiramos e nos perguntamos — não para onde fomos levados, mas para onde ainda podemos ir.


E talvez a paz comece exatamente aí.


Não se trata de abandonar tudo ou fugir da realidade. Trata-se de perceber quando estamos vivendo no automático. Questionar o caminho não é ingratidão. É consciência.

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